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Jogo do Brasil na Copa do Mundo esfria as vendas da Black Friday



A Copa do Mundo desacelerou o interesse do consumidor pela Black Friday. Sem grandes descontos em produtos que o público já sinalizava interesse desde o mês de agosto, como eletrodomésticos, linha branca, eletroeletrônicos e eletroportáteis, os consumidores focaram

na busca da renovação do guarda-roupa, em itens como calças, blusas, calçados, camisetas e perfumaria.


Segundo balanço feito pelo Reclame Aqui, os níveis de acesso e reclamações ao site caíram 80% no dia do jogo do Brasil, véspera da Black Friday.

“O jogo do Brasil atrapalhou a estratégia das empresas na Black Friday, afetou o interesse dos consumidores na data e fez o acesso ao site do Reclame Aqui oscilar. Na sexta-feira, se estabilizou e, ao longo do dia oficial, os níveis se aproximaram daqueles registrados na promoção de 2021. E, a partir das 10h de sexta-feira até superaram as queixas do ano anterior, mas em um máximo de 7,3% à noite”, afirma o cofundador e CEO do Reclame Aqui, Edu Neves.


De 2020 para cá, os brasileiros viveram várias Black Fridays, que acompanharam sua mudança de comportamento. A de 2020 foi a da pandemia, com foco em itens como móveis, eletrodomésticos e artigos de cozinha. A de 2021 ficou conhecida como a da “mercearia”, quando os brasileiros compraram itens de supermercado.

E, agora em 2022, as compras foram concentradas em produtos de vestuário para sair de casa, literalmente. E com tickets médios mais baixos. Apesar de os tickets mais altos de compras terem se elevado durante a sexta-feira oficial de Black Friday, eles não conseguiram acompanhar a demanda por artigos mais baratos, como calças, blusas, tênis e perfumes.


Crescimento do Pix


Meio de pagamento que estreou no Brasil há pouco mais de um ano, o Pix já representa 24,6% das compras feitas pelos consumidores, ficando atrás apenas do pagamento com cartão de crédito (58,6%), segundo pesquisa feita pelo Instituto Reclame Aqui no início da noite de sexta-feira, com 1.001 usuários da plataforma.

De acordo com Neves, a adoção do Pix como forma de pagamento aumenta a necessidade de o consumidor pesquisar a reputação e a confiabilidade das lojas.

“O Pix não dá marcha ré. Se o consumidor pagou, não vai recuperar o dinheiro. Já com pagamentos no cartão, existe a possibilidade da recuperação do valor pago. O Pix atendeu aqueles consumidores que compraram ofertas com valores mais baixos, pagamento à vista/desconto. Já o cartão de crédito supriu a necessidade de quem comprou mercadorias de valor elevado, com necessidade de parcelamentos mais longos”, afirma Neves.


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